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O Pêndulo

Postado por Wicca Para Todos

O pêndulo é um peso preso na ponta de um fio flexível e resistente, variando o tamanho e material. Pode ser utilizado para diversas tarefas, tais como procuro de objetos ou até mesmo como um objeto divinatório. Para darmos mais detalhes sobre este objeto, falaremos da rediestasia.

Alguns dizem que a rediestesia surgiu na França por volta de 1798, no entanto a prática de utilizar o pêndulo é muito mais remota que esta data.  Vários povos da Europa utilizava o pêndulo de diversas maneiras, desde a localização de água no subsolo até a comunicação com os mortos. O uso do pêndulo para se comunicar com os que já se foram ficou bastante conhecida e foi muito usado no período renascentista.

Alquimistas utilizavam o pêndulo na necromancia (antiga arte do ocultismo com rituais semelhantes ao Vodu) para localizar corpos e, através da ciência e magia, controlar o espírito. De fato esse tipo de prática era (e é) perigoso, levando em conta que para se invocar um espírito escravo se fazia necessário possuir uma parte de seus restos mortais.  Não entrarei em detalhes na necromancia, pois não é esta a finalidade do texto.

Contudo, as práticas da radiestesia não se resumem a isto. O pêndulo pode ser usado na limpeza de ambientes, no tratamento com cromoterapia, para identificar a qualidade salutar de cada Chakra, dentre outros fins.

Criando o seu pêndulo
Caso você não queira comprar um já confeccionado e prefere montar o seu, seja lá por qual razão, confira algumas dicas que lhe ajudaram na fabricação do seu pêndulo:
  • O fio deve ter de 25 a 40 centímetros (em média);
  • Pode ser feito de minerais (ouro, prata, cristal, metal, etc) ou de madeira;
  • Depois de confeccionado, deve ser limpo, magnetizado e consagrado;
  • O pêndulo é uma peça de uso pessoal, não aconselho você ficar emprestando-o à outras pessoas, uma vez que ele absorve a energia pessoal de seu dono, como uma espécie de identificador energético.

Utilizando o pêndulo
Relaxe e concentre-se. Se possível, tome um banho, acenda um incenso e escute uma música calma que lhe traga boas energias e sentimentos.

Você deve segurá-lo sobre o objeto ou pessoa que você deseja analisar as condições energéticas. Para tal, o pêndulo leva de 3 a 5 segundos. Mantenha seu braço, pulso e dedos firmes a fim de não influenciar o movimento do pêndulo.

Analisando os movimentos
Movimentos na vertical, horizontal e em linha reta: Significa que a energia do local, ambiente ou objeto está neutra. Em outras palavras, não tende para nenhum dos lados.

Movimentos circulares no sentido horário: Significa que a energia está positiva, lembrando que quanto mais aberto o circulo, melhor, pois significa que o ambiente, objeto ou corpo está irradiando muita energia positiva. A velocidade também é um bom indicativo.

Movimentos circulares no sentido anti-horário:
A energia está negativa. Neste caso sugere-se uma limpeza, e uma nova organização de objetos no lugar. Se for uma pessoa, sugiro repensar nos seus atos e uma nova mudança no seu dia a dia. 

Parado: Estagnado, ou seja, a energias no local estão de certa forma mortas, ou seja, precisa de uma mudança urgente.

Limpando o seu Pêndulo
Em primeiro lugar, limpe o seu pêndulo fisicamente, usando sabão líquido e água. Enxague-o em água corrente (pode ser a de qualquer torneira - nesses tempos tão civilizados, infelizmente para alguns é a única maneira), visualizando toda a sujeira (física e energética) indo, literalmente, por água abaixo.

Coloque o seu pêndulo em um recipiente com água e sal, descansando durante um dia inteiro e uma noite inteira, tomando banho de sol e de lua. Você pode deixá-lo no seu quintal ou na janela do seu quarto. É importante ver de que material é o seu pêndulo antes de realizar esta etapa. Se ele for de metal, provavelmente enferrujará ao colocá-lo na água por tanto tempo; prefira deixar o recipiente vazio. Se for de madeira, é aconselhável enterrá-lo na terra, de preferência uma terra fértil, com plantas. Uma boa dica, simples e eficiente, é deixá-lo em um potinho com leite integral por 1 hora e depois deste tempo, passá-lo pela água corrente. Estará limpo e preparado.

Após realizar essas etapas anteriores, lave novamente o pêndulo como na primeira vez, sabendo desta vez que ele já está limpo e pronto para ser consagrado e utilizado por você somente. Ao limpar seu pêndulo, é importante que você esteja concentrado no que está fazendo, senão não surtirá nenhum efeito.
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Sobre o uso do Tarô

Postado por Wicca Para Todos

Como todos sabem, existe uma vasta diversidade de oráculos no mundo da magia. Cada bruxo possui uma simpatia maior por um determinado oráculo, outros acreditam ser complexos de mais para entendimento. Mas o que poucos sabem é que esses objetos podem apresentar uma ação oposta a nossa vontade.

Hoje iremos falar sobre o Tarô, esse oráculo que fascina muitos pela sua amplitude e riqueza de detalhes, quando interpretado de maneira correta.

Creio que muitos já foram em uma cartomante. O intrigante é que muitas delas não acertam o que dizem e/ou não falam as coisas com clareza, chegando até a mentir. O que não é estranho e tem um simples motivo.

Todo oráculo possui magia dentro de si e, pelo que aprendermos todo objeto que possui magia manifestam “vontade própria”. Podem-se alguns objetos encantados não possuir esse feitio, mas se observarmos com delicadeza perceberá que com os oráculos as coisas são diferentes.
Os oráculos surgiram com o objetivo de ajudar o homem a alcançar atingir seus ideais através de conselhos e instruções. O que acontece atualmente é que muitas pessoas entendem mal a verdadeira intenção dos oráculos, e acabam utilizando-os como ganha pão. Funciona assim: os cartomantes aprendem os significados das cartas, sem nunca conseguir interagir junto com as mesmas, sentindo as energias que elas emanam. Esses cartomantes passam a usar as cartas como instrumentos para prever o futuro (não estou negando que o tarô não possa fazer previsões, e sim de a função dos cartomantes é de orientar as pessoas, e não afirmar que “daqui a tantos dias a pessoa conseguirá um namorado”). Não é este o papel do cartomante. Ao “entrar” nesse mundo o cartomante imediatamente assume a função de orientador, a fim de melhorar a vida do mesmo e, por vezes, ajuda-lo a resolver problemas que nem ele mesmo saiba que existam.

Entendido até aqui, faça um teste simples: visite duas cartomantes diferentes num mesmo dia.

Com certeza você terá duas “previsões” completamente diversas. Isso ocorre devido ao fato de que as cartas não estão nem um pouco de acordo com o que o cartomante está fazendo com elas. Em outras palavras, as cartas começam a “mentir”.

Esse tipo de comportamento acaba por “manchar” o nome de muitos cartomantes sérios, pois em qualquer lugar hoje em dia você encontra uma pessoa que prevê o seu futuro (muitas vezes tudo não passa de conversa furada, pois a pessoa só quer seu dinheiro). Fique alerta e tome cuidado, saiba diferenciar quais são as pessoas honestas.

Sempre que quiserem se consultar com algum cartomante ou tarólogo – seja o que for – procurem conhecer bem essa pessoa antes. Outra coisa: não disse que era pra sair tirando cartas pra todo mundo de graça e sim, nunca fazer de um oráculo seu trabalho, a cobrança deve existir mas, somente quando houver necessidade desse dinheiro, pois nada foi cobrado de você pelos oráculos, a não ser RESPONSABILIDADE.
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Tarô - História Milenar

Postado por Wicca Para Todos

São 78 cartas cheias de simbolismo com uma história milenar. Sua leitura sobreviveu aos séculos e está em plena moda. Para os céticos é só um jogo de adivinhação. Para os iniciados nos seus mistérios, é uma forma de autoconhecimento.

A história do jogo
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Os crentes nos poderes do tarô e dos tarólogos formam uma espécie em expansão. Mas o jogo é muito antigo. A própria palavra tarô, do francês tarot, viria do velho Egito, onde o baralho teria surgido, significando "roda" ou "caminho". A história do jogo é tão obscura como o nome. Sabe-se que em 1392, Carlos VI, rei da França, encomendou por um bom preço ao pintor Jacquemin Gringonneur três pacotes de cartas. A primeira descrição de um baralho de tarô, porém, só apareceu séculos mais tarde. Seu autor foi o teólogo protestante francês e historiador Antoine Court de Gébelin (1725-1784). No primeiro dos nove volumes de sua obra Le monde primitif, Gébelin afirma que as cartas do tarô foram extraídas do Livro de Thoth (Thothum deus egípcio). "Aquele cara com cabeça de águia, quem era fã de Stargate SG1 conhecia bem".
No século XVIII, em plena Revolução Francesa, o jogo de tarô tornou-se moda nos salões parisienses e uma certa Mademoiselle Lenormand lia nas cartas do tarô o destino de gente importante da época. Entre seus clientes estavam os líderes revolucionários Robespierre e Saint-Just. Diz-se que Mademoiselle Lenormand previu a morte dos dois na guilhotina - o que talvez não fosse uma proeza, dada a facilidade com que se cortavam cabeças na França daqueles anos. Mas, se ela de fato previu a decapitação, nem Robespierre nem Saint-Just puderam fazer qualquer coisa para evitá-la - e isso dá o que pensar sobre a utilidade de se conhecer o futuro.

Conta-se também que, anos mais tarde, Napoleão tornou-se assíduo freqüentador de Lenormand. Esse pelo menos sabia lidar à sua maneira com o futuro desvendado pela taróloga: quando as previsões o desagradavam, mandava encarcerá-la por uns tempos. "Acho que ela não conseguiu convencê-lo do fiasco na Rússia, mas ele teve tempo de se arrepender em Elba".
As cartas
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Boa parte do charme do tarô, o que ajuda a entender sua longevidade, está nas próprias 78 cartas que compõem o baralho. Elas se dividem em dois grupos: os 22 arcanos maiores - fundamentais na interpretação - e os 56 arcanos menores, que complementam os outros. A palavra arcano vem do latim arcanu, que quer dizer segredo, mistério, e cada um deles representa uma figura simbólica diferente. Por exemplo, o arcano IV (os praticantes usam a numeração romana), chamado imperador, simboliza o homem objetivo, materialista, organizado.
Há uma certa carta - o arcano XIII - que de tão assustadora nem tem o nome impresso: é a figura da morte. Mas a morte pode não ser tão feia como a pintam. Segundo uma tranqüilizadora interpretação, essa carta simboliza o renascimento, as transformações pelas quais a pessoa está passando. Tudo depende de quem lê o tarô e, para complicar ainda mais as coisas, os métodos de leitura mudam de um tarólogo para outro: há quem utilize apenas os 22 arcanos maiores, por achar que isso facilita a consulta e a comparação com a leitura anterior, quando o cliente volta; outros preferem usar todas as cartas e certamente devem ter para isso motivos tão relevantes quanto os dos que optam pela versão resumida: é tudo uma questão de crer para ler.
"A verdadeira intenção do tarô é fazer com que as pessoas se auto-analisem, já que as cartas mostram o que está ocorrendo com elas." Afirma-se que "se as pessoas não souberem mudar sua relação com o passado, cuja resultante é o presente, acabam se repetindo; então não adianta mudar de marido, de emprego ou de casa, pois o problema permanece o mesmo".
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Ao que parece, o tarô e mesmo o I Ching - o livro das mutações que surgiu na China no período anterior à dinastia Chou (1150-249 a.C.) - têm como meta principal levar as pessoas a refletir sobre o que estão vivendo. Talvez por isso, um dos fundadores da psicanálise, o suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), tenha se interessado pelo tarô, entre outras simbologias. Seja como for, o fascínio que as várias formas de esoterismo exercem sobre as pessoas independe de sexo, religião ou atividade. Os homens, na maioria, procuram tarólogos para saber de dinheiro e negócios. Já as mulheres se preocupam com o trabalho e as questões afetivas. A curiosidade que o tarô sempre despertou nos artistas moveu o pintor espanhol e mestre do surrealismo Salvador Dali a desenhar um baralho.
Na literatura, a simbologia contida nessas cartas foi tema de poemas do francês Gérard de Nerval (1808-1855) e do norte-americano T.S. Eliot (1888-1965). E o pintor sergipano; radicado no Rio Antônio Maia, que sempre retratou temas ligados à crendice popular, decidiu comemorar seus 60 anos com uma exposição de 22 telas, onde estão pintados, em bom tamanho, um a um, os arcanos maiores do tarô.
Desde o começo dos tempos, brinca Woody Allen, o homem vive às voltas com algumas dúvidas insuperáveis: quem sou eu, de onde vim - e onde será que vamos jantar esta noite. Ainda mais do que isso, o que as pessoas querem saber de verdade é o que lhes reserva o dia de amanhã.
Fonte: Superinteressante

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